segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Acho que o fato de eu ser uma romântica inveterada às vezes me prejudica. Sempre disse que eu havia nascido no século errado, mas começo a ter certeza. Acho que tudo isso se deve ao excesso de livros que eu li na infância. E de filmes que eu vi.
Mas não pense que sou uma romântica habitual. Afinal, minhas Barbies nunca casaram. Isso pode ter sido só um desvio de conduta.

Acho que eu sou uma boa contadora de histórias, e ao contrário da maioria, eu não as invento, eu tento vive-las. E esse é o problema, às vezes a vontade de ter material para mais histórias acaba me tornando um pouco melancólica por idealizar demais. E eu que dizia que idealismos só eram saudáveis com os dois pés no chão da realidade. Acho que era porque eu nunca tinha percebido minhas próprias idealizações.

Se eu mesma tivesse roterizado a minha vida, acho que ela seria uma grande comédia romântica, mas das boas. Nem tão água com açucar, mas sem muitos dramas. E às vezes ela realmente é assim. Ou eu tento fazer dela isso. Aqueles que me conhecem há anos, podem dizer com mais veracidade isso.

Tento não ser mais uma narradora onisciente que tenta saber os pensamentos e sentimentos de todos ao redor.
Deixo a passagem de tempo para o relógio, sem acelerá-lo ou atrasá-lo. Vejo as pessoas como pessoas, e não personagens de uma história criada na minha cabeça.
Afinal, a única coisa de história que tem nas nossas vidas é que elas tem um começo, um meio e um fim.

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